O SILÊNCIO DA CABERJ PERMANECE

Segundo informações que obtivemos – já que a CABERJ nada divulga -, o Plano de Adequação Econômico-Financeiro da CABERJ, o chamado PLAEF (na verdade, é um plano de recuperação financeira), elaborado pela Consultoria da firma PLURAL (a quê custo?), designada pela ANS, foi homologado por aquele Órgão Regulador. A CABERJ, ainda de acordo com informações que recebemos, solicitou a dilatação do prazo, previsto na RN 307 da ANS, para a implantação do Plano, de 18 para 24 meses. O prazo de 18 meses foi considerado insuficiente para recuperação: a situação deve estar feia mesmo!

Estes esclarecimentos, que deveriam ser públicos, passam ao largo da consideração que a CABERJ deveria ter com o associado! Afinal, se a CABERJ, por imposição da ANS, foi levada a se submeter ao plano de recuperação, a sua adesão ao PLAEF é de publicidade obrigatória e compulsória. Nem assim, a CABERJ, pelos seus órgãos responsáveis (CODEL E DIREX), cumpre a norma legal, verdadeira caixa preta que é como se quisesse jogar para debaixo do tapete toda a sujeira existente. A operadora, diz a ANS, deverá cientificar aos sócios, acionistas, administradores, cooperados, conselho fiscal e demais participantes de sua gestão sobre a adesão ao PLAEF em até 60 dias após sua aprovação (art. 8-A), o que não foi cumprido pela administração da CABERJ até a presente data. O silêncio desses administradores (CODEL, Diretoria e COFIS) e das entidades internas que os apoiam permanece absoluto. Nada é esclarecido, por sinal, não só sobre este assunto como também pelo descredenciamento de médicos, hospitais e laboratórios que os associados só tomam conhecimento quando procuram esses serviços.

Os associados têm direito a informações oficiais; porta-vozes de ocasião e de plantão conveniente não iludem a mais ninguém. O que deve prevalecer é a verdade.

Reuniões fechadas com dóceis representantes, limitadas a textos pré-fabricados e fotos para a posteridade, é pura enganação. Os números e os fatos dizem outra coisa e recusamo-nos terminantemente a participar desse embuste! Como já dissemos anteriormente, não queremos ser a orquestra do Titanic...

Causa-nos indignação, é bom frisar, estar desnudando a CABERJ! Quem causa um rombo de R$ 120 milhões, dos quais, R$ 70 milhões só da Prefeitura, e continua a tergiversar sobre os fatos, não merece o nosso respeito, gestores desastrosos que estão levando a nossa Caixa à bancarrota. Há tempos estamos dando este brado de alerta e tomara que não seja tarde demais.

RESPOSTA À CARTA DA CABERJ AO ASSOCIADO

  • Assombra-nos a “Carta Ao Associado”, escrita pelo Conselho Deliberativo, Diretoria e Conselho Fiscal da CABERJ, pelas mentiras assacadas contra esta Associação. Não existisse a AAFBANERJ e não haveria o PLAEF (o tal plano de recuperação), mas sim uma Intervenção, vez que a nossa ida à ANS é que provocou a reação da Agência Reguladora na tentativa de salvar a CABERJ, antes que seja tarde demais.
  • Mente a CABERJ quando diz que a AAFBANERJ nunca se dirigiu a ela e nunca compareceu às reuniões na sua sede. Cansamos de participar das reuniões na CABERJ, ouvir blábláblá e autoelogio do Sr. Haroldo Aquino, sem que nada fosse resolvido. Inúmeras  cartas enviamos também à CABERJ, alertando sobre os malfeitos e questionando a gestão, e nunca recebemos uma resposta da nossa Caixa. Matérias no face, na revista mensal e no site foram igualmente postadas pela AAFBANERJ, questionando a maléfica administração, sem nunca recebermos uma única resposta daquela Entidade.
  • Assunto escabroso – e até agora não explicado ao Corpo Social – é o contrato celebrado com a Prefeitura. Findo o primeiro ano e já apresentando prejuízo de R$ 20 milhões, o contrato foi renovado com inacreditável desconto de 16% e rescindido em maio de 2017, com um prejuízo acumulado de absurdos R$ 70 milhões. Mas uma coisa é certa, e também inimaginável: não se esqueceram de pagar as polpudas comissões ao corretor, num montante de 33 milhões. E, mais, uma pergunta que não quer calar: sendo o contrato celebrado com a Prefeitura, precedido de licitação pública, que a CABERJ ganhou, por que razão se pagou comissão?
  • Em 2018, dizem, ainda haverá déficit. Mas quanto? Por que não fazem um balancete para mostrar qual o real prejuízo até agora? Será que vamos ter que esperar março de 2018 para saber o tamanho do buraco? Não adianta tapar o sol com a peneira.
  • Dizem que haverá normalidade em 2018. O PLAEF, exigência da ANS, agora virou boia de salvação dos incompetentes. A impressão que se tem ao ler o DE FATOS é que esse plano foi iniciativa da CABERJ. Mentirosos. Mas um há aspecto altamente positivo quando dizem o plano foi aceito pela ANS. Confessam que estão sob vigilância da ANS.
  • Perguntas que não querem calar, quem vai arcar com o prejuízo de 70 milhões do chamado contrato com a Prefeitura? Será que não bastam os aumentos de mais de 50% nos planos nos últimos dois anos?
  • Caros e caras colegas banerjianos, podem ficar certos e tranquilos, vamos continuar no mesmo diapasão em defesa da instituição CABERJ e na denúncia dos desmandos dessa administração, composta pelo CODEL e COFIS, eleitos pelo Corpo Social, a quem tem a obrigação de prestar contas de suas ações e também da Diretoria contratada, que lá permanece por quase 20 anos. Agora inventou mais uma novidade: o Diretor pede demissão ou é demitido e volta contratado como consultor. Já imaginaram se a moda pega? Agora, é o José Paulo Macedo; amanhã, poderá ser o Sr. Haroldo Aquino Filho; depois, o Paulo Vasques. Qual é o valor da prestação de serviço dessa consultoria, que funciona dentro da CABERJ e, portanto, sem pagar aluguel do espaço, luz, telefone e, quem sabe (?) vaga no Edifício Garagem Menezes Cortes.

Para finalizar, declaramos que uma administração que é cúmplice entre si, vez que solidária com os desmandos, não merece mais o nosso respeito e será responsável por dano irreparável que acaso venha a acontecer com os associados da CABERJ, que é nossa e não deles!

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