A CABERJ QUE QUEREMOS

Em nota veiculada, não pelos canais próprios de comunicação, mas através de porta-vozes de plantão, foi divulgado, via redes sociais, que a Diretoria e o Conselho da CABERJ deveriam investigar, em profundidade, as responsabilidades pelo vultoso prejuízo causado pelo malsucedido contrato celebrado com a Prefeitura da Cidade do Rio de Rio Janeiro. Este assunto, entre outros, foi abordado na reunião realizada no último dia 26 de setembro na sede da CABERJ, com a presença de representantes de entidades. Aviso aos navegantes: os responsáveis são eles mesmos, os Diretores e os Conselheiros da CABERJ!

Vide fac-símile da 1ª, 2ª e última páginas do contrato com a Previ-Rio (Prefeitura).

Para quem desejar conhecer o inteiro teor do contrato clique no link no final desta matéria.

Só para lembrar: este desastroso contrato causou um rombo de R$ 70 milhões à nossa Caixa, em apenas 2 (dois) anos.  Em 2016, o prejuízo foi de R$ 40 milhões, e em 2017, até maio, quando a operação foi rescindida, o buraco está estimado em R$ 30 milhões.

Cabe-nos ressaltar, por relevante, que o tal contrato foi renovado em junho de 2016, com um desconto de 16%, quando já acumulava um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões. Um absurdo!

Nesse encontro do dia 26 de setembro, diz um dos porta-vozes, o Sr. Haroldo de Aquino, Diretor-Geral, afirmou peremptoriamente que, até meados de 2018, a CABERJ estará com as contas regularizadas e a situação perfeitamente saneada. Esta foi, a nosso ver, mais uma promessa feita pela superior administração da CABERJ sem nenhum respaldo em números e dados confiáveis, e completamente descomprometida com a verdade. Tais declarações, vale registrar, precedem ou coincidem sempre com os absurdos aumentos dos valores das mensalidades.

O processo de insolvência da CABERJ vem de longa data. Agravado a partir de 2015 com o chamado contrato da Prefeitura, com resultados catastróficos e devastadores para as suas reservas patrimoniais e credibilidade mercadológica. Déficits Significativos no último quadriênio, acumulando Perda Patrimonial Relevante, na ordem de R$ 116,5 milhões, a saber:

  • 2013 à Déficit ($ 45,9 Milhões)
  • 2014 à Déficit ($ 16 Milhões)
  • 2015 à Superávit $ 1,4 Milhões
  • 2016 à Déficit ($ 54,6 Milhões)

Só não vê quem não quer e é isso que a AAFBANERJ vem denunciando sistematicamente.

O Planejamento Estratégico, tão alardeado pela Diretoria da Entidade, tem se revelado um engodo total, pois, entra ano, sai ano, e a situação, longe de se equilibrar, só despenca ladeira abaixo, encontrando-se, hoje, em estado quase falimentar para preocupação de todos.

Outra questão fundamental não foi tratada nessa reunião. Qual o valor da Folha de Pagamento da Instituição? Sobre isso, resolvemos projetar os custos da alta cúpula da CABERJ. Vejamos: (a) Custo anual dos 6 diretores, com um salário médio de R$ 28 mil, acrescido dos encargos sociais (50%) e 13º salário: R$ 3.024.000,00. (b) Custo anual, com um salário médio de R$ 16 mil de 10 gerentes com encargos (50%): R$ 2.880.000,00. Total da remuneração da alta cúpula: R$ 5.904.000,00. Há ainda custos indiretos não computados, tais como: plano de saúde e auxílio alimentação. Os funcionários da CABERJ têm direito a usar gratuitamente a mesma rede de hospitais, clínicas e laboratórios e médicos credenciados e também não pagam a coparticipação. Enquanto nós, associados, pagamos a coparticipação, os funcionários da CABERJ, não! É a chamada gentileza com o chapéu alheio! Recebem ainda cerca de R$ 1 mil  por mês como auxílio-alimentação, inclusive a Diretoria, que podem ser gastos em restaurantes ou supermercados.

Não levamos em conta o valor de R$25 mil/mês do responsável pelo Plano Maturidade, bem como a remuneração dos médicos.

Caros e caras colegas, há informações de que os planos da CABERJ são deficitários. Daí o recente aumento de 22,5% nos planos. Dizem também que os planos têm um déficit de 1,5 milhão/mês.

Como se viu acima, a CABERJ tem muita gordura a queimar com a Folha de Pagamento, a começar pelo montante dos salários e benefícios da alta administração.

Cumpre-nos abordar ainda a contradição existente na manutenção dos NUPRES, que, regionalizados, atende a poucas pessoas, com elevados custos e sem coparticipação do associado, concorrendo com a rede de profissionais credenciados. Nos NUPRES, há até aulas de dança!

O desmantelamento da rede credenciada com a exclusão – por inadimplência da CABERJ - de hospitais, laboratórios, clínicas e profissionais renomados está contribuindo com a derrocada do nosso Plano de Saúde! O mercado, que outrora reverenciava a CABERJ, por absoluta correção nos pagamentos, hoje está lhe virando as costas, já desdenhando da sua conduta.

A situação está tão deteriorada que a CABERJ, ante a iminência de uma intervenção da ANS, negociou com o  Órgão Fiscalizador a aprovação de  um plano de recuperação, o PLAEF – Plano de Adequação Econômico-Financeira, visando a ganhar fôlego, enxugar custos e tomar as demais medidas de saneamento financeiro. Esta decisão da ANS foi também em razão das ações da AAFBanerj junto aquele Órgão Fiscalizador. Está no purgatório! Ao contrário do afirmado por um dos porta-vozes do Sr. Haroldo Aquino, esse plano foi recomendado pela ANS, e a sua execução está sendo feita pela empresa PLURAL, indicada também pela ANS. Esse trabalho de soerguimento, que a administração da nossa Caixa não conseguiu fazer sozinha, terá que ser submetido ao crivo daquele Órgão Fiscalizador. Este plano de recuperação, elaborado pela PLURAL, se homologado, terá que ser obrigatoriamente comunicado pela CABERJ aos associados, conforme determina a RN 307 da ANS. Este plano de adequação (PLAEF) deverá ser divulgado pelos órgãos de comunicação da CABERJ. Vamos aguardar. Novamente, um dos porta-vozes-do-momento disse apenas uma meia-verdade sobre o assunto.

Neste oceano de prejuízos, descredenciamentos, perda de credibilidade e inadimplência não se ouve a voz do CODEL, órgão superior hierarquicamente, mas que se verga com inexplicável subserviência aos comandos (ou desmandos?) da Diretoria. Omissão total!

Destacamos ainda dois pontos importantes que, a nosso sentir, afrontam o Estatuto da Caixa, a saber: (a) Reza o Estatuto que a Diretoria deverá ser composta de, no máximo, 4 (quatro) Diretores e hoje, o que se observa, é que são 6 (seis) os Diretores da CABERJ!; (b) Repetindo a irregularidade de passado-recente, os atuais Conselheiros estão recebendo jetons, o que é vedado terminantemente! Semelhante irregularidade foi praticada anteriormente, ensejando à época demanda judicial que comprova a ilegalidade desses recebimentos.

Finalmente, queremos consignar aqui a imensa preocupação com os destinos do nosso Plano de Saúde, principalmente em função da idade mais avançada da grande maioria dos banerjianos que dependem da saúde financeira da CABERJ!

 

A DIRETORIA

 

Clique no link abaixo e veja o fac-símile da 1ª, 2ª  e ultima páginas do contrato.
http://aafbanerj.org.br/wp-content/uploads/2017/10/caberj-contratos.pdf

Clique no link abaixo e leia na integra o contrato:
http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5270504/4145547/CABERJ_CONTRATOS.pdf

 

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